REGULAÇÃO DA MIDIA,JÁ!

REGULAÇÃO DA MIDIA,JÁ!
PARA ACABAR COM O MONOPÓLIO

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Neymar imita Pelé e toma a pior decisão diante dos racistas

Não se deve cobrar que Neymar seja politizado ou tenha discurso irretocável sobre todos os assuntos. Espera-se, pelo menos, que mostre repulsa aos racistas. No passado, jogador afirmou que nunca sofreu racismo porque 'não é preto'

Neymar Pelé racismo
Cosme Rímole, Geledés
“Não escutei os gritos. Não escuto coisas fora do campo. Só jogo futebol.”
Essa foi a decepcionante resposta de Neymar diante da manifestação de racismo da torcida do Español (vídeo abaixo). Mais uma vez ele teve toda a chance enfrentar os ignorantes. Pessoas que comparam negros a macacos. Mais uma vez, ele recuou.
Era impossível não ouvir os urros de estúpidos vândalos no estádio Cornellà-El Prat, sábado. No empate entre Espanyol e Barcelona. Selvagens na moderna arena urravam, imitando símios quando Neymar pegava na bola. A cena foi lastimável. Transmitida por todo o mundo.
A imprensa espanhola e quem acompanha futebol neste planeta esperam por uma postura firme do jogador.
Neymar é capitão da Seleção Brasileira. Está, ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo, entre os que disputam a Bola de Ouro de melhor do mundo. Jornalistas ingleses garantem que o Manchester United estaria disposto a pagar R$ 850 milhões por ele. 54,5 milhões de fãs no Facebook. São 39,8 milhões de seguidores no Instagram. Mais 40,4 milhões no twitter.
Sua representatividade é absurda.
Cerca de 30 pessoas administram a carreira de Neymar. Quem mais o influencia é seu pai. E sua filosofia é simples.
“Quero o Neymar se preocupando só com a bola, com o futebol. Ele é jogador, ponto final.”
Neymar Sênior acredita que está protegendo o filho. Evitando que se posicione no que chama de assuntos polêmicos. Como os processos que o Santos e o grupo DIS movem contra os dois pela estranha venda ao Barcelona. Como também é apenas ele quem fala sobre as ações na Justiça e no Fisco espanhóis. Ou do embargo da Receita Federal brasileira dos bens do camisa 10 da Seleção.
“Pelé contribuiu para o racismo. O cara é o atleta do século, a figura mais popular do mundo e não usa isso para brigar por causas justas. (…) Se ele tivesse um pouco de noção ou sensibilidade, faria uma revolução neste caso [racismo]. Ele tem mais repercussão que líderes políticos e religiosos.”
Essas foram as corajosas palavras de Paulo César Caju. Uma das únicas pessoas a ter coragem de cobrar Pelé diante da sua eterna omissão em relação ao racismo.
“Se eu fosse querer parar o jogo cada vez que me chamassem de macaco ou crioulo, todos os jogos iriam parar. O torcedor grita mesmo. Temos que coibir o racismo. Mas não é num lugar publico que você vai coibir. O Santos tinha Dorval, Coutinho, Pelé… todos negros. Éramos xingados de tudo quanto é nome. Não houve brigas porque não dávamos atenção. Quanto mais se falar, mais vai ter racismo.
Esta foi a postura de Pelé. Também fingir que não ouvia o que vinha das arquibancadas. Dos rivais. E até dos companheiros de time e de Seleção. Foi chamado de Gasolina ao chegar no Santos, uma menção ao negro do petróleo. Depois, ‘Alemão’, ironia pura. E vários jogadores campeões do mundo o chamam de ‘crioulo’.
Neymar segue a triste cartilha do silêncio. Faz de conta que não é com ele. Em 2009 deu uma célebre resposta em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
Ele ainda atuava no Brasil. E foi perguntado se havia sofrido com o racismo. “Nunca. Nem dentro e nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?
Na mesma matéria mostrava o cabelo esticado com produtos químicos. O jogador é descendente de negro. O que deveria ser motivo de muito orgulho. Como se fosse descendente de qualquer grupo étnico. Todo ser humano merece respeito.
A direção do Barcelona não proíbe e nem estimula o posicionamento de seus atletas diante da questão. Cada um faz o que quiser ou tiver personalidade. Como Daniel Alves, que, ao vir uma banana atirada em sua direção pela torcida do Villarreal, a comeu, como se fosse algo mais natural possível. Como se não estivesse jogando contra o Villarreal, com a camisa do Barcelona.
“Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos de rir dessa gente atrasada. Infelizmente é uma guerra perdida até que se tomem medidas mais drásticas”, disse, em abril de 2014.
O que fez Neymar? Postou um ‘força, Daniel’. E colocou uma foto com o filho. Ele segurava uma banana de verdade e a criança, uma de plástico. Era parte da campanha #somostodosmacacos.
Em março, um mês antes, ele e Neymar haviam sofrido racismo. Torcedores imitavam macacos quando pegava na bola. Contra quem? E onde? Contra o Espanyol, no estádio Cornellà-El Prat. Ou seja, um ano depois, tudo se repetiu. Até o silêncio do atacante.
Em 2014, o Barcelona foi eliminado da Champions League e depois perdeu para o Granada no Espanhol. Os jogadores voltavam para pegar seus carros, quando torcedores do próprio clube da Catalunha começaram a xingar os atletas. A Neymar, reservaram os urros, imitando macacos. O que o brasileiro fez? Se calou.
O árbitro Jose Luiz González, que trabalhou no empate de 0 a 0 entre Espanyol e Barcelona, repetiu a postura de vários juízes brasileiros. Na sua súmula não aconteceu nada de anormal. Como se fosse normal um bando de vândalos ficarem imitando macacos para um jogador.
Neymar tem 23 anos. É capitão da Seleção. É pai. É um dos maiores jogadores do mundo.
É afrodescendente, sim.
Diante de qualquer espelho vem a verdade.
A cor da sua pele, os cabelos enrolados, que estavam caindo de tão esticados artificialmente, não o deixam esquecer. Tem a ascendência negra.
Ninguém espera que seja alguém politizado, com discurso brilhante sobre todos os assuntos.
Apenas que mostre a repulsa aos racistas.
Seguir os passos de Pelé é lastimável.
Se calar, não enfrentar esses estúpidos, não adianta.
Pelo contrário.
Os deixa à vontade para seguir com o racismo.
Vídeo:
do Blog Pragmatismo Politico

O que falta para Janot prender Aecím?

publicado 06/02/2016
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(Imagem: Maria Das Graças Piccolo)
Como se sabe, um subordinado do Janot no Ministério Tucano Público Federal quer prender o Lula na Zelotes, aquela "operação sem RBS",  daquele delegado que corre a prova de 100m rasos com o Moro e o Procurador do Ministerio Tucano Publico de Sao Paulo.

No texto do DCM  se verá que o Aecim só não está preso porque ainda não perdeu a serventia: perder para o Lula em 2018, como demonstra o Marcos Coimbra, na Carta.

O que falta para a Procuradoria Geral da República autorizar a PF a investigar Aécio Neves? Por Joaquim de Carvalho

Quando estive em Bauru, interior de São Paulo, para levantar o perfil da empresa que entregava dinheiro desviado de Furnas ao senador Aécio Neves, segundo denúncia do doleiro delator Alberto Youssef, encontrei um vizinho do fundador da aviação Bauruense que explicava sem dificuldade a razão do enriquecimento de Airton Daré, o dono da empresa.

“Aí tem muito dinheiro de Furnas e da Cesp”, disse. Se até o vizinho sabia das ligações da empresa com as duas estatais, por que ninguém nunca investigou Aécio Neves, o político que dava as cartas na empresa, apadrinhando o diretor Dimas Toledo, mesmo nos primeiros anos do governo Lula? Evidências não faltam:

1. Em 2005, o lobista Nílton Monteiro entregou a lista com nome de 156 políticos que receberam dinheiro desviado de Furnas, através de 91 empresas. A lista tinha sido elaborada e assinada pelo então diretor de Planejamento, Engenharia e Construção de Furnas, Dimas Toledo, como instrumento para pressionar políticos a negociaram com o presidente Lula a permanência dele na diretoria da estatal. A data da lista é novembro de 2002, logo após a primeira eleição de Lula a presidente. Todos os políticos que aparecem na lista eram todos da base aliada de Fernando Henrique Cardoso. Dimas foi mantido na diretoria de Planejamento, Engenharia e Construção nos primeiros anos do governo Lula.
    
2. Ao prestar depoimento na CPI do Mensalão, em 2005, o então deputado Roberto Jefferson disse que tentou indicar um nome do PTB para o lugar de Dimas Toledo, mas não conseguiu. Segundo ele, o então chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse: “Tem pressão do Aécio, tem pressão do Aécio.”

3. A lista foi contestada pela maioria dos políticos que aparecem na relação, que diziam se tratar de falsificação.  Dimas Toledo também contestou a lista e disse que a assinatura não era dele. Como se tratava de cópia, era impossível de ser periciada. Mas, dois meses depois, o lobista Nílton Monteiro entregou a lista original, e a perícia da Polícia Federal concluiu que era autêntica, não havia nenhum indício de montagem ou falsificação. Para os peritos, não restava dúvida de que Dimas assinou a lista.

4. A Polícia Federal encaminhou à Procuradoria Geral da República solicitação para investigar os políticos com foro privilegiado, que nunca foi dada. Mas quem não tinha foro privilegiado foi investigado, e em janeiro de 2012 a procuradora da república Andréia Bayão denunciou 11 pessoas por corrupção passiva , corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entre eles Dimas Toledo e o empresário dono da Bauruense, Airton Daré;

5. O ex-deputado Roberto Jefferson confirmou em depoimento à Polícia Federal que recebeu R$ 75 mil (R$ 188 mil em valores corrigidos pelo IGP-M até janeiro) do caixa 2 de Furnas, exatamente como aparece na lista assinada por Dimas Toledo.

6. O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Antônio Júlio, também confirmou que recebeu R$ 150 mil (376 mil em valores atualizados) do caixa 2 de Furnas, exatamente como aparece na lista de Dimas.

7. Em delação premiada recente, o doleiro Alberto Youssef contou ao juiz Sérgio Moro que ouviu do dono da Bauruense a informação de que parte da propina arrecadada em Furnas não poderia ser entregue a seu cliente, o deputado José Janene, porque já tinha sido entregue a uma irmã de Aécio Neves. Segundo Youssef,  Janene lhe confirmou que Aécio tinha participação no caixa 2 de Furnas.

8. Na Lista de Furnas, Aécio aparece como destinatário de R$ 5,5 milhões (13,8 milhões em valores corrigidos pelo IPC-M).

9. O nome de Aécio é mencionado na lista como autor da “autorização” para o repasse de R$ 350 mil (R$ 880 mil, em valores atualizados) para o candidato a senador Zezé Perrella, o do Helicoca.

10. A Lista de Furnas também registra “valor avulso repassado para Andréa Neves, irmã de Aécio Neves, para os comitês e prefeitos do interior do Estado” – R$ 695 mil (R$ 1,74 milhão em valores corrigidos pelo IGP-M até janeiro de 2016).

11. A família de Aécio Neves tem vinculações com Furnas desde sua fundação, no fim da década de 50. Até estourar o escândalo da Lista, o pai de Aécio, ex-deputado federal e membro da Comissão de Energia da Câmara dos Deputados, era membro do Conselho de Administração da de Furnas.

12. No governo Lula, dois nomes da antiga administração (período de Fernando Henrique Cardoso) foram mantidos na estatal – Dimas Toledo e Aécio Cunha, pai do senador, ambos ligados politicamente a Aécio.

13. Até se candidatar a presidente, Aécio tinha excelentes relações com Lula e outros líderes nacionais do PT.  Em 2006, em Minas Geais, houve até comitês informais de apoio a Aécio governador e Lula presidente, na defesa do voto Lulécio. Em 2010, o voto era Dilmasia – Dilma presidente, Anastasia governador. Em Minas Gerais, políticos dizem que essa aliança interessava aos dois lados, pois isolava um adversário comum: José Serra.

14. Nesta semana, foi divulgado o depoimento em que o lobista Fernando Horneaux de Moura diz ao juiz Sérgio Mouro que Aécio Neves participava do rateio da propina em Furnas, juntamente com as direções do PT nacional e do PT do Estado de São Paulo.


O que falta acontecer para a Procuradoria Geral da República autorizar a Polícia Federal a investigar Aécio Neves?

Ontem, 4 de fevereiro, o lobista Nílton Monteiro me disse que tem munição para revelar todo o porão de Furnas no período em que Aécio reinava ali. Nílton foi operador de Dimas Toledo e é denunciado por corrupção ativa na peça da Andréia Bayão que, estranhamente, foi rejeitada pela Justiça Federal no Rio de Janeiro e hoje dorme nos escaninhos de uma delegacia na cidade. A Justiça Federal decidiu que o caso de Furnas era estadual, não federal, e por isso remeteu tudo para lá. Depois de fazer a denúncia, Andréia Bayão foi promovida a procuradora regional e transferida para Brasília.

Ninguém recorreu da decisão que estadualizou a investigação de Furnas.

Há duas semanas, depois de reiteradas cobranças, a Procuradoria Geral da República me informou que há um núcleo de procuradores, lotados no gabinete de Rodrigo Janot, que está a investigando a Lista de Furnas. Pedi para entrevistar um desses procuradores ou o próprio Janot, e ainda aguardo retorno.
Se quer mesmo investigar a Lista de Furnas, a Procuradoria Geral da República poderia começar interrogando Nílton Monteiro. Ele topa falar, mas não para a polícia do Rio de Janeiro ou para o aparato judicial em Minas Gerais.

Preso sem condenação no Estado, ele diz ter sido torturado por policiais mineiros no tempo em que Antônio Anastasia era governador. “Se a investigação de Furnas for federalizada, eu falo. Mas para a polícia que me torturou, não”, afirma.

Depois que divulgou a Lista de Furnas, Nílton foi apontado como um dos maiores estelionatários do Brasil, com atividades até de negociação de títulos falsos da dívida externa. Não houve nenhuma condenação definitiva contra ele, que já tem algumas absolvições.

Seus depoimentos, acompanhados de entrega de documentos, já produziram estragos no meio político.

Em 2000, Nílton Monteiro denunciou o envolvimento da Samarco no pagamento de propina a políticos do Espírito Santo, e os fatos foram comprovados, com a prisão do presidente da Assembleia Legislativa.

Depois, Nílton Monteiro denunciou o Mensalão de Minas Gerais, e suas revelações fundamentaram a recente condenação do ex-governador Eduardo Azeredo a 20 anos e dez meses de prisão.

Por que não ouvi-lo agora no caso da Lista de Furnas?
do Blog CONVERSA AFIADA

OAB vai pra cima de Cunha

Brasília - O presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, fala sobre a proposta de mudança do sistema de governo para o semipresidencialismo (Valter Campanato/Agência Brasil)

OAB defende afastamento de Cunha da presidência da Câmara

por Marcelo Brandão, na Agência Brasil
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Coêlho, disse hoje (11) que a posição da entidade é pelo afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. 

Para ele, já existem evidências de que sua saída da presidência da Casa é importante para o andamento do processo no Conselho de Ética da Casa.
“Os presidentes de seccionais da OAB entenderam que há provas cabais para impor o afastamento do presidente da Câmara, para que o processo no Conselho de Ética transcorra sem interrupções”. disse Coêlho. Ele também destacou o direito de defesa de Cunha, mas afirmou que o processo não pode demorar para ver uma conclusão. “O processo de cassação de seu mandato deve ocorrer com agilidade, garantindo o direito de defesa, mas ocorrendo o quanto antes."
Coêlho também comentou sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma. Ele evitou se posicionar contrário ou favorável ao impeachment, em uma situação que ele chamou de “posição cômoda de contra ou a favor”, e preferiu analisar a questão jurídica do processo. Nesse sentido, ele elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspendeu o rito de impeachment na Câmara.
“O impeachment está previsto na Constituição. Não dá para dizer que o impeachment é uma ruptura constitucional, mas tem que ser feito seguindo o procedimento previsto. Essa decisão do STF é a favor da segurança jurídica. Não é função do Supremo legislar, mas ele poderá dizer em relação ao Regimento Interno da Câmara e à Constituição como as leis devem ser aplicadas."
OAB propõe semipresidencialismo
O presidente da OAB também disse hoje que vai apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de mudança no sistema político para o semipresidencialismo. De acordo com essa proposta, que só valeria a partir do próximo governo, o Poder Executivo seria chefiado pelo presidente da República e por um conselho de ministros.
De acordo com Coêlho, a proposta auxilia o país contra “a paralisia das instituições em momentos de crise”. No semipresidencialismo, o presidente da República exerce as mesmas funções de hoje, mas conta com a figura do primeiro-ministro. Esse primeiro-ministro seria uma espécie de chefe dentre os ministros de Estado. Ele seria nomeado pelo presidente e também retirado por ele, caso seu trabalho fosse reprovado pela população.
“O primeiro-ministro vai administrar o dia a dia dos negócios do país. É ele e o gabinete de ministros que encaminham a política econômica. E se ele perder a confiança do governo ou da população, o presidente da República o destitui, sem a necessidade de um procedimento como o impeachment”, explicou.
Coêlho defende que o presidente da República não se exponha a crises econômicas, como ocorre hoje no Brasil. O papel do presidente seria mais político, assim como ocorre na França. “O presidente seria um poder moderador. Não queremos transformá-lo em uma peça de figuração. Não dá para dizer que Jacques Chirac e François Mitterrand [ex-presidentes franceses] foram figurativos. O presidente tem que ser alguém altamente capacitado."
A proposta será levada por Coêlho a deputados em forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A ideia é que algum parlamentar encampe a ideia e a apresente na Câmara para apreciação. Além disso, a proposta passaria por referendo popular. O presidente da OAB disse ainda que vai apresentar a proposta a lideranças políticas do país.
“Vamos visitar o governo e a oposição, as principais lideranças [no Congresso] para apresentar essa proposta. Vamos conversar com o [ex-presidente] Fernando Henrique Cardoso, com o [ex-presidente] Lula e apresentar essa proposta. Queremos, se não uma saída para o presente, uma saída para as crises futuras."
Edição: Maria Claudia

do Blog O Cafézinho

Enéas em 1997: “Revista americana provou que FHC vendeu a Vale para um bilionário especulador”

Em 1997, quando entrevistado pela televisão nacional (programa do Ratinho) durante sua terceira campanha presidencial, ele citou o apelo do “brilhante economista” LaRouche enquanto segurava um exemplar da revista EIR cuja capa atacava George Soros.
Palavras do dr. Enéas Carneiro:

” A revista americana E.I.R. (Executive Intelligence Review) mostrou claramente o que aconteceu no processo de privatização da Vale do Rio Doce ” disse o Enéas

É claro que ninguém sabe realmente o que aconteceu, porque a imprensa podre esse país não mostrou. Quem comprou a Vale foi o bilionário George Soros, um mega especulador mundial, que é apresentado pela revista EIR como um dos reis mundiais do narcotráfico.
Assista o vídeo exatamente aos 8:00 minutos:
Em fevereiro de 2004, Enéas deu uma entrevista ao EIR na qual ele reiterava a urgência de mudar o sistema financeiro global, como propõe LaRouche, e endossava totalmente a idéia de construir um movimento jovem revolucionário.
“Sou um entusiasta disso [a idéia de construir um movimento jovem – ed.], um entusiasta! …Quero acreditar que líderes irão emergir dessa coleção de jovens… Mais para frente, quero participar dum processo similar a isto … ainda não sou capaz de fazer isto; faltam-me os recursos. Mas mais tarde, eu o farei”.
do Brasil29

'É UM TERÇO SP, UM TERÇO NACIONAL E UM TERÇO AÉCIO', DIZ DELATOR SOBRE PROPINAS DE FURNAS


O lobista Fernando Moura, ligado ao PT, afirmou em depoimento ao juiz Sergio Moro que Furnas era uma estatal controlada pelo hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG), cujo indicado para a diretoria foi escolhido por ele e aceito pelo governo Lula, e que o esquema de propina se assemelhava ao instalado na Petrobras. "É um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio."

A declaração foi feita em resposta a questionamento do Ministério Público Federal, durante novo depoimento prestado ao juiz em Curitiba, nesta quarta-feira (3).

O nome de Aécio foi citado por Moura
quando citou ter ocorrido uma reunião em 2002, logo após a vitória de Lula, onde se discutia a escolha de nomes para a diretoria de diversas estatais, entre elas a Petrobras.

A reunião serviria para selecionar cerca de "cinco diretorias de estatais" para alimentar o caixa de campanhas eleitorais futuras. "O que seria interessante a nomeaç
ão das pessoas? Foi conversado sobre Petrobras, Correio, Caixa Econômica Federal, Furnas, Banco do Brasil", relacionou Moura. Todos deveriam ser funcionários com, no mínimo, 20 anos de carreira na empresa.

Para a Petrobras, o nome indicado ao então ministro Dirceu foi o de Renato Duque. Neste contexto, o lobista disse que citou o nome de Dimas Toledo para a diretoria de Furnas, o que o petista teria recebido com ressalva. "Ele usou uma expressão: 'Dimas, não, porque se entrar em Furnas, se colocar ele de porteiro, ele vai mandar em Furnas, ele está lá há 34 anos, é uma indicação que sempre foi do Aécio".

Moura prossegue a explicação. Um mês e meio depois da conversa, Dirceu novamente o teria chamado para endossar o nome de Toledo. "Ele perguntou qual era minha relação com o Dimas Toledo e eu respondi que o achava competente, profissional. Então ele me respondeu: 'Não, porque esse foi o único cargo que o Aécio pediu pro Lula. Então você vá lá conversar com o Dimas e diga para ele que vamos apoiar [a indicação de seu nome]'".

Ainda segundo o lobista, Dimas Toledo, ao assumir a diretoria, afirmou a Moura que "em Furnas era igual", referindo-se a esquema de propina. "Ele disse: 'Não precisa nem aparecer aqui. Vai ficar um terço São Paulo, um terço nacional e um terço Aécio'".

É a terceira vez que Moura depõe à Justiça Federal. Desta vez, o pedido partiu de sua defesa.

O lobista chegou a ser ameaçado de perder os benefícios da delação premiada depois de apresentar, na sexta-feira passada, outra versão sobre o envolvimento do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, no esquema de desvio de recursos da Petrobras por meio de contratos de empreiteiras.

No dia 26, também ao juiz Moro, o lobista havia mudado sua versão e isentado o ex-ministro de ter lhe recomendado que fugisse do país, no auge das denúncias do mensalão.

Com o risco de ter a delação anulada, à Procuradoria ele voltou a incriminar Dirceu, e repetiu a acusação nesta quarta diante de Moro. Antes de começar a falar, pediu desculpas ao juiz pelo tom desrespeitoso do último encontro, quando negou o que afirmara na delação.

OUTRO LADO

Em nota, a assessoria de imprensa do PSDB definiu como "declaração requentada e absurda" a citação a Aécio e uma "velha tentativa de vincular o PSDB aos crimes cometidos no governo petista".

O partido, segundo a nota, "jamais fez qualquer indicação para o governo do PT". "O senador Aécio Neves não conhece o lobista, réu confesso de diversos crimes, e tomará todas as providências cabíveis para desmontar mais essa sórdida tentativa de ligar lideranças da oposição aos escândalos investigados pela Operação Lava Jato", encerra a nota.

O advogado de Dimas Toledo, Marco Moura, afirmou, em nota, que as informações de Moura são "absolutamente inverídicas".

"É lamantéval que no desespero de buscar credibilidade perdida em meio a diversas contradições e inverdades, o delator insista no uso da mentira para confundir autoridades e tumultuar importante investigação em curso no país", disse.

"Dimas Toledo foi funcionário de carreira de Furnas por mais de 35 anos
, exercendo cargos executivos em razão de sua qualificação técnica, tendo ocupado a diretoria da empresa a pedido do seu então presidente, e não por indicação política."

ABRAÇO NA PISCINA

Moura foi questionado pelo juiz se Dirceu havia ou não indicado Renato Duque para a diretoria de serviços da Petrobras -acusação que o petista nega.

O lobista afirmou ter levado diretamente a indicação a Dirceu e a Silvio Pereira, então tesoureiro do partido.

O próprio Dirceu teria lhe dado a notícia, durante uma festa na casa de Roseana Sarney (PMDB-MA), no dia 1º de fevereiro de 2003, no mesmo dia da nomeação de Duque.

"O Zé Dirceu me ligou para que eu fosse ao jantar. Quando cheguei, ele estava na piscina com outras cinco pessoas. Ele me disse: 'Eu nomeei hoje o Duque'. Eu o abracei e dei-lhe um beijo no rosto", disse Moura.

Nomeado diretor, Duque teria definido, em reunião com Moura e Silvio Pereira, o percentual de 3% de propinas no valor dos contratos da diretoria. A divisão é explicada pelo lobista: 1% para o que chamou de "núcleo SP", que seria o PT paulista, e o "o núcleo político do Dirceu", 1% para o "núcleo nacional" (PT nacional) e 1% para a "companhia" (Duque e Barusco).

Ao contrário do que respondeu ao juiz no dia 26, Moura voltou a afirmar que Dirceu lhe deu a dica para sair do país durante as denúncias sobre o mensalão, em 2005.

Dirceu está preso desde agosto do ano passado. A reportagem não conseguiu ouvir o advogado do ex-ministro, Roberto Podval. Em entrevistas anteriores, o criminalista afirmou que as mudanças nas declarações do delator mostram que o que ele diz não tem "menor relevância nem credibilidade".

Dirceu também nega ter atuado na escolha do nome de Duque. Afirma que nem o conhecia e que assinou sua nomeação assim como o fez com diversos nomes, pela sua atribuição de chefe da Casa Civil. Segundo a defesa, havia dois nomes apontados para a função, um do PSDB e Duque, pelo PT. Como o PSDB já tinha sido contemplado com um cargo para Minas Gerais, explicou, a opção foi aceitar o nome de Duque.

A reportagem não conseguiu ouvir as defesa de Duque e Silvio Pereira. 

do Plantão Brasil
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A Globo não ataca o Governo, ataca o Estado nacional


O Jornal da Globo ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras, puro charlatanismo e economia de botequim.

J. Carlos de Assis*
Montagem feita com fotografia da Agência Senado
O noticiário da Globo é tendencioso. Ninguém que seja medianamente informado pensará diferente. Entretanto, não sei se as vítimas desse noticiário perceberam que no afã de denegrir o Governo, o que está perfeitamente dentro de suas prerrogativas de imprensa livre, a Tevê Globo, sobretudo nas pessoas dos comentaristas William Wack e Carlos Sardenberg, passaram a atacar o Estado brasileiro, o que sugere crime de lesa-pátria.
 
O Jornal da Globo de ontem, terça-feira, ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras através de uma análise distorcida de fatos e estatísticas. 

Os dois comentaristas tomaram por base valor de mercado, comparando-o com dívidas, para sugerir que a empresa está quebrada. 

É puro charlatanismo, economia de botequim, violação das mais elementares regras de jornalismo sério.
 
Valor de mercado não mede valor de empresa; é simplesmente um indicador de solvência de ações num dia no ambiente ultra-especulativo de bolsas de valores. O que mede o valor real de uma empresa é seu patrimônio comparado com seu endividamento. 

As dívidas que a Petrobras contraiu para suas atividades produtivas, notadamente do pré-sal, são muitíssimo inferiores a seu patrimônio, no qual se incluem bilhões de barris medidos de óleo do pré-sal.
 
Evidentemente que os dois comentaristas da Globo torcem para que o petróleo fique por tempo indefinido abaixo dos 45 dólares para inviabilizar o pré-sal brasileiro. Esqueçam isso. 

É uma idiotice imaginar que a baixa do petróleo durará eternamente: a própria imprensa norte-americana deu conta de que os poços em desenvolvimento do óleo e do gás de xisto, os vilões dos preços baixos, tem um tempo de vida muito inferior ao que se pensava antes.


Tratamento a Lula e FHC no caso Cerveró revela que estamos em uma ditadura

cerveró
Dois ex-presidentes foram citados pelo ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, preso pela Operação Lava Jato e que fechou acordo de delação premiada. 
Cerveró já mandou o ex-lider do governo no Senado, Delcídio Amaral, do PT, para a cadeia. Agora, acusa dois ex-presidentes de envolvimento com propina.
Não provou nada contra nenhum dos dois, mas, como todos estão vendo, a mídia parece acreditar que Cerveró mente quando fala sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e fala a verdade quando acusa Lula.
A imagem no alto da página vale mais do que um editorial, do que um tratado sobre política. A tese que a montagem da primeira página da Folha desta terça-feira (12) contém diz exatamente essa tese maluca, de que só se pode acreditar na parte das acusações do delator que se referem ao PT, como se as acusações contra os dois ex-presidentes não fossem igualmente graves.
A denúncia foi feita na segunda-feira 11 pelo jornal Valor Econômico e ficou fora dos destaques dos grandes portais de internet durante todo o dia. Só foi aparecer nas primeiras páginas dos grandes jornais no dia seguinte, com a diferença de tratamento que se vê na imagem acima.
Alguma novidade? Nenhuma. Dá para acreditar em alguma das acusações de Cerveró? Até que ele apresente provas de suas acusações, não. Porém, a mera leitura das matérias sobre as acusações do ex-diretor da Petrobrás contra os dois ex-presidentes revelam dúvida quanto as acusações de Cerveró a a um e certeza nas feitas contra outro ex-presidente.
Não há uma explicação lógica para essa diferença de tratamento porque ela não existe. 

A conclusão de que esses grandes meios de comunicação querem ver uma acusação ter consequência e a outra ser ignorada é uma conclusão inescapável.

Está aí, para o mundo ver, o golpe político em curso no Brasil. É descarado, desavergonhado, flagrante.

Nenhum brasileiro correto haverá de querer abafamento de qualquer investigação. Nem contra um ex-presidente, nem contra o outro. Mas se for para investigar um e não investigar o outro, aí não dá para admitir. Então não investiguem ninguém.

Se neste país as suspeitas contra um lado são investigadas e contra o outro são abafadas, não estamos mais vivendo em uma democracia. 

Isso é o que ninguém pode aceitar mais. Só nas ditaduras que alguns têm licença para cometer atos ilícitos e outros, não.
O Brasil vai deixando de ser uma democracia a cada passo da Operação Lava Jato. 

Os principais expoentes do PSDB na atualidade foram citados na Operação Lava Jato e a mídia antipetista ainda concede a eles espaço para acusarem adversários por problemas com a Justiça que os dois lados têm.

É um deboche. A sociedade brasileira não pode mais aceitar uma coisa dessas. Órgãos de Estado responsáveis pelas investigações de corrupção estão sendo usadas para um golpe político contra alguns e para acobertar corrupção de outros.

Cabe ao Judiciário provar que não segue a lógica da mídia. 

Se der a esses casos tratamentos diferentes como a mídia faz, estará consolidada uma ditadura no país e, na verdade, haverá que discutir como livrar o país desse regime de força que está se revelando, um regime que usurpa a lei e a aplica conforme a sua conveniência.

E como se lida com uma ditadura? Essa é a questão que os democratas terão que discutir nos próximos meses.

do Blog da Cidadania