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quinta-feira, 17 de abril de 2014

O silêncio da Globo Participações sobre a ilegalidade cometida pela Justiça contra José Dirceu é o mesmo de quando a empresa apoiou a Ditadura. Daqui a 50 anos a organização vai pedir desculpas novamente, será?

Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro

  • A consciência não é de hoje, vem de discussões internas de anos, em que as Organizações Globo concluíram que, à luz da História, o apoio se constituiu um equívoco
  • O Globo 

    RIO - Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura.
    Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.

    Há alguns meses, quando o Memória estava sendo estruturado, decidiu-se que ele seria uma excelente oportunidade para tornar pública essa avaliação interna. E um texto com o reconhecimento desse erro foi escrito para ser publicado quando o site ficasse pronto.
    Não lamentamos que essa publicação não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário.
    Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas.
    De nossa parte, é o que fazemos agora, reafirmando nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos, ao reproduzir nesta página a íntegra do texto sobre o tema que está no Memória, a partir de hoje no ar:
    1964
    “Diante de qualquer reportagem ou editorial que lhes desagrade, é frequente que aqueles que se sintam contrariados lembrem que O GLOBO apoiou editorialmente o golpe militar de 1964.
    A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e o “Correio da Manhã”, para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais.
    Naqueles instantes, justificavam a intervenção dos militares pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente João Goulart, com amplo apoio de sindicatos — Jango era criticado por tentar instalar uma “república sindical” — e de alguns segmentos das Forças Armadas.
    Na noite de 31 de março de 1964, por sinal, O GLOBO foi invadido por fuzileiros navais comandados pelo Almirante Cândido Aragão, do “dispositivo militar” de Jango, como se dizia na época. O jornal não pôde circular em 1º de abril. Sairia no dia seguinte, 2, quinta-feira, com o editorial impedido de ser impresso pelo almirante, “A decisão da Pátria”. Na primeira página, um novo editorial: “Ressurge a Democracia”.
    A divisão ideológica do mundo na Guerra Fria, entre Leste e Oeste, comunistas e capitalistas, se reproduzia, em maior ou menor medida, em cada país. No Brasil, ela era aguçada e aprofundada pela radicalização de João Goulart, iniciada tão logo conseguiu, em janeiro de 1963, por meio de plebiscito, revogar o parlamentarismo, a saída negociada para que ele, vice, pudesse assumir na renúncia do presidente Jânio Quadros. Obteve, então, os poderes plenos do presidencialismo. Transferir parcela substancial do poder do Executivo ao Congresso havia sido condição exigida pelos militares para a posse de Jango, um dos herdeiros do trabalhismo varguista. Naquele tempo, votava-se no vice-presidente separadamente. Daí o resultado de uma combinação ideológica contraditória e fonte permanente de tensões: o presidente da UDN e o vice do PTB. A renúncia de Jânio acendeu o rastilho da crise institucional.
    A situação política da época se radicalizou, principalmente quando Jango e os militares mais próximos a ele ameaçavam atropelar Congresso e Justiça para fazer reformas de “base” “na lei ou na marra”. Os quartéis ficaram intoxicados com a luta política, à esquerda e à direita. Veio, então, o movimento dos sargentos, liderado por marinheiros — Cabo Ancelmo à frente —, a hierarquia militar começou a ser quebrada e o oficialato reagiu.
    Naquele contexto, o golpe, chamado de “Revolução”, termo adotado pelo GLOBO durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966.
    O desenrolar da “revolução” é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa.
    No ano em que o movimento dos militares completou duas décadas, em 1984, Roberto Marinho publicou editorial assinado na primeira página. Trata-se de um documento revelador. Nele, ressaltava a atitude de Geisel, em 13 de outubro de 1978, que extinguiu todos os atos institucionais, o principal deles o AI5, restabeleceu o habeas corpus e a independência da magistratura e revogou o Decreto-Lei 477, base das intervenções do regime no meio universitário.
    Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana. E, ainda, revelava que a relação de apoio editorial ao regime, embora duradoura, não fora todo o tempo tranquila. Nas palavras dele: “Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários.”
    Não eram palavras vazias. Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade. Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscelino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares.
    Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do GLOBO. São muitos e conhecidos os depoimentos que dão conta de que ele fazia questão de acompanhar funcionários de O GLOBO chamados a depor: acompanhava-os pessoalmente para evitar que desaparecessem. Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, sempre se negou, de maneira desafiadora.
    Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus”. Nos vinte anos durante os quais a ditadura perdurou, O GLOBO, nos períodos agudos de crise, mesmo sem retirar o apoio aos militares, sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.
    Contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais. A História não é apenas uma descrição de fatos, que se sucedem uns aos outros. Ela é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.
    Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.
    À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/apoio-editorial-ao-golpe-de-64-foi-um-erro-9771604#ixzz2zA4C481Y 
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Postado por Celvio

A declaração de ódio ao PT e aos brasileiros




do BLOG DO SARAIVA

"Estão armando um golpe para derrubar a presidente Dilma Rousseff bem na nossa cara. Enquanto isso, estamos na praça, jogando milho aos pombos."

A sentença é do deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP). 
O parlamentar quebrou o protocolo durante audiência da Comissão da Verdade de Santo André para sair em defesa do que considera uma preocupação para o partido que detém o posto máximo do governo federal.
Na visão do deputado, opositores exploram o caso Pasadena para provocar o entendimento de que a Petrobras é uma empresa mal gerenciada nas mãos do PT e, consequentemente, criar uma atmosfera de "instabilidade institucional" no país. Segundo ele, a estratégia é semelhante ao que foi encampado contra o governo João Goulart nas vésperas do golpe que abriu caminho para a ditadura militar.
"Está havendo uma exacerbação dos ânimos para conturbar a eleição de 2014. As forças de oposição, que eleitoralmente não têm a mínima chance, estão criando uma enorme instabilidade no país, muito semelhante ao que ocorreu em 1964", disse.
Para Adriano Diogo, colocar a Petrobras na ordem do dia para atacar a gestão petista e defender interesses privados não é nenhuma novidade. "Tem um movimento muito grande que começou com o Campo de Libra, com a concessão do Pré-sal, e agora está no refino em Pasadena. Não houve nenhum crime [na aquisição da refinaria situada nos EUA]. Petrobras tem dezenas de refinarias ao longo do mundo. (...) A questão é que as multinacionais não admitem que a Petrobras faça refino e distribuição", avaliou o deputado formado em Geologia pela Universidade de São Paulo.
Liderado pelo PSDB do pré-candidato à presidência, Aécio Neves, a oposição ao governo Dilma tenta emplacar no Congresso uma CPI para investigar eventuais irregularidades cometidas na administração da Petrobras. Entre os principais pontos está a compra de Pasadena pelo total de R$ 1,2 bilhão de dólares em duas etapas e com complicações judiciais onerosas à estatal brasileira. A antiga detentora do equipamento, a empresa belga Astra Oil, pagou, no mínimo, 360 milhões de dólares pelo parque.
Para Adriano Diogo, o caso é explorado com viés eleitoral para beneficiar Aécio e o presidenciável do PSB/Rede Sustentabilidade, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. O deputado petista atribui a essas forças uma tentativa de golpe contra Dilma.
por Cíntia Alves no Jornal GGN
do Blog do Briguilino

Aquilo que a direita não quer


Depois da Copa do Mundo os aeroportos, estádios e melhor mobilidade urbana do Brasil vão continuar no país, assim como a Taça que se chama: Troféu da Copa do Mundo FIFA. 

O Partido dos Trabalhadores dá show na Copa e vai dar show nas Olimpíadas 2016 e vamos gastar muita grana, muita grana mesmo e tudo sem empréstimo do FMI. 

O povo brasileiro mostra o seu valor, expulsa os complexados do ‘BRAX’ e mantém o ‘BRA’ bem no alto e com muito orgulho. 

O resto é Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina, já desde hoje perdedores no confronto com Dilma Rousseff. Viva o Brasil! (Aposentado Invocado)

do Blog na Ilharga

A OUSADIA DOS GRINGOS QUE SE INTROMETEM EM NOSSOS ASSUNTOS INTERNOS

The Economist: brasileiro é “improdutivo”, ataca revista estrangeira preferida dos tucanos

do Brasil 247

Depois de atacar a política econômica do governo Dilma Rousseff e pedir a cabeça do ministro Guido Mantega, revista britânica afirma que "trabalhadores brasileiros são gloriosamente improdutivos"; reportagem intitulada "50 anos de soneca", numa alusão ao fato de que, segundo a publicação, nas últimas cinco décadas a produtividade do trabalhador no País estacionou, ou até mesmo caiu, ao contrário de outros emergentes, traz a foto de um homem descansando em uma rede na praia; passou dos limites?
Depois de atacar a política econômica do governo Dilma Rousseff e pedir a cabeça do ministro Guido Mantega, revista britânica afirma que “trabalhadores brasileiros são gloriosamente improdutivos”; reportagem intitulada “50 anos de soneca”, numa alusão ao fato de que, segundo a publicação, nas últimas cinco décadas a produtividade do trabalhador no País estacionou, ou até mesmo caiu, ao contrário de outros emergentes, traz a foto de um homem descansando em uma rede na praia; passou dos limites?

Depois de criticar a política econômica da presidente Dilma Rousseff, pedir por mais de uma vez a cabeça do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e até desdenhar o leilão de Libra, do pré-sal, definindo o negócio como “barato”, a revista britânica The Economist passou dos limites. 

Em sua última edição impressa (leia aqui, em inglês), a publicação traz uma reportagem intitulada “The 50-year snooze” (50 anos de soneca, em português), uma alusão ao que interpreta como um estacionamento ou mesmo queda na produção por trabalhador brasileiro nas últimas cinco décadas. 

O texto avalia que, após um breve período de aumento da produtividade entre 1960 e 1970, a produção não avançou mais no País. 

O fato estaria acontecendo, de acordo com a Economist, em contraste com o cenário internacional, onde países emergentes como Coreia do Sul, Chile e China registram tendência de melhora nesse quesito. 

A reportagem ouviu o empresário norte-americano Blake Watkings, dono do restaurante BOS BBQ em São Paulo. 

“No momento em que você aterrissa no Brasil você começa a perder tempo”, declarou Watkings. 

“A produtividade do trabalho foi responsável por 40% do crescimento do PIB do Brasil entre 1990 e 2012 em comparação com 91% na China e 67% na Índia, de acordo com pesquisa da consultoria McKinsey. O restante veio da expansão da força de trabalho, como resultado da demografia favorável, formalização e baixo desemprego”, diz trecho da matéria, que traz uma série de fatores, na visão de economistas, para explicar o cenário. 

O primeiro citado é o baixo investimento em infraestrutura. Outro problema são os indicadores de qualidade dos alunos brasileiros, que não crescem, apesar dos investimentos públicos em educação. 

A Economist cita ainda a legislação trabalhista – alguma empresas, segundo a revista, preferem contratar amigos e familiares menos capazes para evitar processos ou diminuir o risco de fraudes. Outro fator ainda, segundo o texto, “menos óbvio”, é a má gestão de parte das companhias brasileiras. 

A conclusão da revista britânica é de que se o Brasil continuará crescendo até depois de 2020, quando a população economicamente ativa (em idade de trabalhar) vai começar a cair em relação ao total, o País terá de enfrentar seu problema de produtividade. “Até que ele faça isso, corre o risco de cair em um sono cada vez mais profundo”, finaliza o texto.

do Blog do Esmael

BANDIDOS!


A camarilha pessedebista, percebendo que as gangues midiáticas tupiniquins jamais os irão impulsionar de volta ao comando do Brasil, resolveram usar de seu servilismo internacional e, através de capachos do imperialismo como o salafrário Pedro Malan, resolveram aproximar-se da mídia conservadora internacional, indo bater às portas da revista The Economist, editada no berço da pirataria, a Inglaterra, justamente onde fica o reino da Cornualha, que fornece ao mundo as mais degeneradas histórias de alcova que o mundo conhece, no entanto, convenientemente ignoradas por esse vil papelucho. 

Pois bem, vendo que suas reporcagens foram todas inúteis contra o governo brasileiro, particularmente contra o ministro Guido Mantega, de quem pediram a cabeça em atitude de rara solércia, e não contribuiram com um cetil pra melhorar a imagens dos seus semelhantes privatas brasileiros, resolveram investir contra o próprio povo brasileiro. 

Segundo publicou há pouco o site Brasil247, o citado papelucho "trabalhadores brasileiros são gloriosamente improdutivos"; e passa a desfiar uma série de dados que dizem muito mais a respeito do que foram os anos privatas, aos quais esses flibusteiros do escrevinhamento estão empenhados em fazer tornar, certamente para fazer o que sempre fizeram durante quase toda a sua existência: pilhar riquezas alheias. 

Diante de tão grave ofensa à honra nacional, deveria o governo brasileiro cobrar explicações da diplomacia britânica. 

Ou, como faria Hugo Chavez, enxotar daqui toda essa camarilha e romper relações diplomáticas com aquele decadente país. 

E ainda deveria colocar em um baú de época toda essa camarilha privata, mandando-os de presente à coa inglesa. 

Afinal, hoje em dia não significam quase nada comercialmente para o Brasil. Não à toa, Irlanda e Escócia estão doidos para se verem livres desse parasitismo britânico.

do Blog Na Ilharga

O time da Globo para entrevistar Lula


Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo: 

E o Globo procura os blogueiros que entrevistaram Lula em busca de informações para uma reportagem que mostre a razão de terem sido convidados. 

O Globo parece fugir da resposta mais simples: é que fazem um jornalismo menos viciado do que o do Globo. Para Kiko, vieram poucas perguntas. Mas vejo agora que para Conceição Lemes, que representou o Viomundo, foi uma série infindável de perguntas, como se fosse um interrogatório. Ela as publicou, com as respostas – dadas não ao Globo, mas aos leitores do Viomundo. 

Chegaram a perguntar a ela se recebera dinheiro para se deslocar até o Instituto Lula, em São Paulo, onde foi feita a entrevista. Conceição disse que não. 

Pagou o táxi com suas próprias posses. 

Não fez o que o Globo fez quando foi cobrir uma palestra de Joaquim Barbosa na Costa Rica. 

O contribuinte pagou a conta da jornalista do Globo que acompanhou JB – aliás num jato da FAB. 

Mas a questão que mais me chamou a atenção no interrogatório do Globo foi o que Conceição achava da ideia de Lula incluir entre os convidados “blogueiros de oposição”, como Reinaldo Azevedo. 

Azevedo foi citado nominalmente, e então peço pausa para rir. Seria de fato uma grande ideia. Tão boa que o próprio Globo poderia adotar e convidar Paulo Henrique Amorim para uma futura entrevista que os irmãos Marinhos concedam, de preferência ao vivo, como foi o caso de Lula. 

Outra possibilidade é Miguel do Rosário, para discutirem o caso da sonegação bilionária da Globo na Copa de 2002. 

Foi um furo de Miguel, com seu Cafezinho. 

Os Marinhos ficariam certamente felizes de ver, na entrevista, Fernando Brito, do Tijolaço. 

Fernando poderia perguntar sobre o direito de resposta de Brizola, na voz de Cid Moreira no Jornal Nacional. Brito, soube-se recentemente, foi o autor do texto de Brizola. 

De volta a Lula. Reinaldo Azevedo começaria se dirigindo a Lula, respeitosamente, por “Apedeuta”. O Brasil, para cuja autoestima ele tanto colabora, seria tratado como “Banânia”. E os petistas seriam, claro, os “petralhas”, uma palavra da qual ele se orgulha como se tivesse criado não ela, mas Guerra e Paz. 

A bancada de entrevistadores de Lula poderia ser reforçada com outros nomes, na linha sugerida pelo Globo. Diogo Mainardi poderia enriquecer, de Veneza, por Skype, a entrevista. Ele trataria Lula, com a devida deferência, como “Anta”. E levaria também as saudações de seu pai, Ênio, que fraternalmente vive pedindo a Deus que traga de volta o câncer a Lula. 

Augusto Nunes é outro nome que deveria estar na bancada. 

Com sua habitual elegância, e com seu apreço pelos brasileiros do Nordeste, Nunes batizou Lula de “presidente retirante”. 

Outras maneiras de Nunes se referir a Lula variam, britanicamente, de “Molusco” a “Cachaceiro”, de “Afanador” a “Burro”. Podemos ver Nunes pedir a “Molusco” que envie lembranças a “Dois Neurônios”, como ele chama carinhosamente Dilma. 

Num gesto de extrema civilidade, ele poderia entregar a Lula a capa emoldurada da Veja na qual “Molusco” leva um chute no traseiro. Para seguirmos na excelente ideia do Globo, jornalistas da casa deveriam estar presentes também. 

Merval Pereira, por exemplo, teria boas contribuições ao indagar Lula sobre o lulopetismo, o lulodilmismo e o lulobolivarianismo. Merval embelezaria a ocasião se se apresentasse engalanado com sua farda de Imortal. 

Jabor é outro que não poderia ser esquecido. Ele compartilharia com Lula suas ponderadas reflexões sobre a bolchevização comunoestalinista do Brasil pelo PT. 

Ali Kamel poderia ser incumbido de fazer a edição do vídeo, ele que entrou para a história com o Caso do Atentado da Bolinha de Papel, que quase vitimou José Serra. Realmente, uma grande ideia a do Globo. 

Caso Lula saiba dela, tenho certeza de que ele em breve convocará uma outra entrevista, com os grandes jornalistas listados acima e mais alguns outros de igual grandeza.

Postado por Daniel Pearl