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domingo, 14 de setembro de 2014

PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É A NOSSA MAIOR RIQUEZA


Petroleiros: Campanha contra Petrobras é para entregar pré-sal

“Ao sinalizar que não vai priorizar o pré-sal, Marina quer dizer que vai entregar a sua exploração a petroleiras estrangeiras — Shell, Essso, Texaco… 

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Moraes: “Ao sinalizar que não vai priorizar o pré-sal, Marina quer dizer que vai entregar a sua exploração a petroleiras estrangeiras –Shell, Esso,  Texaco…–, e voltar ao modelo anterior de concessão, como os tucanos já se comprometeram”

por Conceição Lemes


A Federação Única dos Petroleiros (FUP), três centrais sindicais (CUT, CTB e UGT) e cerca de vinte movimentos sociais (MST, UNE, UNE, UBES, UEE, FETEERJ, UEE, MAB, CNM, FAMERJ, FAFERJ, entre outros) realizam nesta segunda-feira 15, no Rio de Janeiro, um ato em defesa do pré-sal e da Petrobras. Será às 10h, na Cinelândia.

“O massacre que a Petrobras vem sofrendo nos últimos tempos não tem o objetivo de corrigir coisas possam estar erradas”, denuncia João Antonio de Moraes, diretor da FUP. “Os propósitos são outros. A disputa político-eleitoral e, principalmente, o gigantesco interesse econômico em torno do pré-sal”.

“Há um movimento orquestrado por interesses privados nacionais e internacionais contra a Petrobras”, diz Moraes. “O raciocínio deles: desmoraliza-se a empresa, para aí dizer que ela não pode explorar o pré-sal e tem de se chamar Shell, Esso, Texaco… Isto é,  entregar para petroleiras estrangeiras o nosso passaporte para o futuro.”

Dos 2 milhões de barris de petróleo que o Brasil consome por dia e a Petrobras produz, 500 mil barris provêm do pré-sal. Ou seja, o petróleo do  pré-sal já corresponde a 25 % do que é produzido e consumido  no País.

Curiosamente, Marina Silva, candidata do PSB à Presidência da República, dedica uma única linha (está abaixo) ao pré-sal nas 240 páginas do seu programa de governo.

pré-sal programa de marina-001

“Se não se priorizar o pré-sal, vamos importar petróleo e pode faltar energia”, adverte Moraes.

“Por isso, é insanidade ou má fé Marina dizer que não vai priorizar o pré-sal. As duas coisas são inadmissíveis para quem quer ser presidente da República”, considera Moraes.

“Ao sinalizar que não vai priorizar o pré-sal, Marina quer dizer que vai entregar a sua exploração a petroleiras estrangeiras — Shell, Essso, Texaco… — e voltar ao modelo anterior de concessão, como os tucanos já se comprometeram”, avisa o diretor da Fup.

“Se nós tivéssemos uma imprensa transparente, isso já teria sido desmontado, mostrando o quanto o projeto dela na área de energia é uma aventura.”

Segue a íntegra da nossa entrevista.

Viomundo – O que acha de Marina Silva dedicar apenas uma linha do seu programa de governo ao pré-sal?

João Antonio de Moraes – Marina, além de sinalizar que não pretende priorizar o pré-sal, indica intensa participação do capital privado no setor com menor participação do Estado. E, tradicionalmente, o capital privado tem dificuldade de planejamento nessa área.
O melhor exemplo disso é o apagão elétrico de 2001, cuja origem foi a retirada da participação do Estado no setor. Começou no período Collor, acentuou-se no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Eles tiraram o Estado do planejamento do setor energético, confiando que o privado investiria. O setor privado não investiu e muito menos planejou. Resultado: o apagão de 2001, com FHC.
Infelizmente, ainda não se pode abrir mão do petróleo nos dias de hoje. Eu até brincava com os companheiros num seminário sobre energia que aconteceu em Pernambuco na semana passada:Marina  vai fazer a campanha de jegue ou de bicicleta?

Viomundo – E se não se priorizar o pré-sal?

João Antonio de Moraes – Vamos importar petróleo e pode faltar energia.

Viomundo – Faltar energia?!

João Antonio de Moraes – Sim. Hoje, as termoelétricas respondem por 11% a 13% do nosso consumo de eletricidade. Nós vamos parar de usar a energia das termoelétricas ou importaremos petróleo e gás para movimentá-las?
Muita gente não sabe, mas nós já estamos usando pré-sal!
Dos 2 milhões de barris de petróleo que o Brasil consome por dia e a Petrobras produz, 500 mil barris provêm do pré-sal. Ou seja, o petróleo do  pré-sal já corresponde a 25 % do que é produzido e consumido  no Brasil.
A cada ano, se não houver novas reservas agregadas, o país perde 10% da sua capacidade produtiva. Logo, se não tivéssemos descoberto o pré-sal poderia estar faltando combustível hoje no Brasil. Por isso, considero insanidade ou má fé a Marina dizer que não vai priorizá-lo.  As duas coisas são inadmissíveis pra quem quer ser presidente da república.

Viomundo – Mas, depois das críticas, Marina disse não procedia a ideia de que o pré-sal não seria prioridade num eventual governo seu.

João Antonio de Moraes — Não foi o único recuo dela, desde que lançou o programa de governo. Seus vaivéns quase diários demonstram que ela não tem um programa de governo bem estruturado e vai ceder a toda pressão dada a sua fragilidade política.
Sem nenhum risco de errar, podemos afirmar: é uma insanidade a posição de Marina em relação ao pré-sal. Se tivéssemos uma imprensa transparente, isso já teria sido desmontado, mostrando o quanto é uma aventura o projeto dela na área de energia.

Viomundo – Aventura?!

João Antonio de Moraes –  Não há menor dúvida.A cada quatro poços de petróleo que furamos, encontramos petróleo em um. Índice médio de acerto de 25%, podendo chegar a 50%. No pré-sal, o índice de acerto está sendo superior a 90%!
Você acha que as pressões mundiais permitirão que o pré-sal brasileiro deixe de ser explorado?
De jeito nenhum. Logo, ou nós o exploramos para o bem do povo brasileiro – tanto do ponto de vista da soberania energética quanto do retorno econômico. Ou vamos permitir a sua exploração por empresas estrangeiras voltadas para interesses externos.
Quando Marina diz que não vai priorizar o pré-sal, ela quer dizer que vai entregar a exploração do pré-sal a petroleiras estrangeiras –Shell, Esso, Texaco… — e voltar ao modelo anterior de concessão, como os tucanos já se comprometeram.

Viomundo – Em que o senhor se baseia para dizer isso? Ela disse isso?

João Antonio de Moraes — No mundo moderno, não existe esta “de eu tenho petróleo descoberto e vou deixar debaixo da terra”. E como o pré-sal  brasileiro é petróleo descoberto e Marina diz que não vai priorizá-lo, ela vai entregá-lo  para interesses externos.
Enquanto os tucanos, inclusive o Aécio, dizem escancaradamente que querem voltar ao modelo de concessão, Marina dá a entender nas entrelinhas que vai fazer a mesma coisa.
Atualmente, nas áreas não licitadas do pré-sal e no campo de Libra, está em vigor o modelo de partilha. Já nas áreas leiloadas, o modelo de concessão. Foi o presidente Lula quem propôs a mudança do modelo de concessão para o de partilha.

Viomundo – Quais são os modelos de exploração?

João Antonio de Moraes — Basicamente três. O do monopólio, que considero o mais avançado e defendo. É o que nós tínhamos antes do governo FHC. O de concessão, defendido pelos tucanos. E o de partilha, que está em vigor e começou a ser adotado no segundo governo Lula. É o meio termo.
A concessão é o pior. Faz-se o leilão da área em disputa. Ganha a empresa que oferecer maior parcela de dinheiro para o Estado. Nesse modelo, 100% do petróleo produzido após a licitação passa a pertencer à empresa vencedora. Ela só tem de pagar os tributos.
No modelo de partilha, ganha a empresa que oferecer mais petróleo ao Estado. Foi o que aconteceu  no leilão do campo de Libra.  Ganhou a empresa que ofereceu 41% do petróleo ao Estado. De cada barril de petróleo ali produzido, 41% ficam para o povo brasileiro. Mais os tributos sobre todo o volume explorado.

Viomundo – Que outras diferenças existem?

João Antonio de Moraes – O controle da produção. Isso é chave na exploração do petróleo. Diria que até mais importante do que o quanto o país vai receber.
No modelo de concessão, o controle fica na mão das empresas, o que favorece a exploração predatória. Foi o que aconteceu na Argentina com a Repsol.
A Argentina tinha reservas importantes que lhe garantiriam o futuro. Porém, graças às privatizações e ao modelo de concessão lá vigente, a Argentina exportou petróleo a 5 dólares o barril. Agora, está tendo de importar a 100 dólares o mesmo barril.
Mas o exemplo mais gritante é o da Indonésia, que também tinha reservas muito importantes. Em função do modelo de concessão, teve exploração predatória. Ela exportava o barril de petróleo a 1 dólar. Hoje precisa comprá-lo a 100 dólares.
No modelo de partilha, a única operadora da área é a Petrobras. O que permite ao povo brasileiro, através do Estado, controlar a produção.

Viomundo – Traduzindo para o “leiguês”.

João Antonio de Moraes – Na partilha, as outras empresas entram como sócias investidoras. Mas quem vai trabalhar o campo, contratar os equipamentos, navios e, principalmente, controlar a produção é a Petrobras. Isso é o mais importante.
Suponhamos que eu tenha um campo de petróleo. Eu posso produzir, por exemplo, 100 mil barris por dia e exauri-lo rápido, tendo fechá-lo daqui a pouco porque o óleo acabou.
É o que acontece no modelo de concessão. Há tanto o risco de se esgotar logo a reserva quanto o risco ambiental. Foi o que aconteceu num poço da empresa americana Chevron em Campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), em novembro de 2011.
É um caso simbólico. A Chevron quis produzir mais rápido e não respeitar normas de segurança. Deu no que deu. Um grande vazamento de petróleo no mar.
O modelo de partilha atenua muito esse risco.
Eu posso acompanhar o que o poço está produzindo e calibrar a produção de acordo com a minha capacidade de gerar tecnologia para desenvolver a cadeia produtiva do petróleo.
Ou seja, eu posso utilizar o retorno econômico do campo para fazer pesquisas e não para botar mais dinheiro no bolso. Aí, também um dos motivos dos ataques à Petrobras.
Para que isso? Para que a gente não seja um mero produtor de petróleo cru. E que se façam investimentos tanto na cadeia anterior – produção de navios, plataformas, gerando emprego e renda aqui nos estaleiros — quanto na outra ponta, que seria a refinaria, petroquímica e a indústria de transformação de plásticos.

Viomundo – Não dá mesmo para controlar a exploração no modelo de concessão?

João Antonio de Moraes – Na concessão, o mecanismo que o Estado tem para controlar é muito pequeno. O máximo que pode se fazer é multar. Foi o que aconteceu com Frade. O Estado brasileiro foi lá, multou e a Chevron voltou a produzir.

Viomundo – Quantos trabalhadores o setor emprega?

João Antonio de Moraes – Entre 450 mil e 500 mil. O setor petróleo exige trabalhadores altamente especializados  mas em número pequeno. O maior número de empregos está nas pontas da cadeia produtiva. No ABC paulista, o setor petróleo emprega 1.500 trabalhadores. Já nos ramos petroquímico e de transformados plásticos são 20 mil.
Ao se permitir a produção a qualquer preço, há a possibilidade de não se gerar esses outros postos de trabalho na cadeia produtiva como um todo. Esse é o risco que se corre com as propostas defendidas por Aécio e sinalizadas por Marina.

Viomundo  –  Neoliberais em geral, entre os quais os tucanos, dizem que foi o modelo de concessão que permitiu a descoberta do pré-sal.

João Antonio de Moraes – Mentira! Eles poderiam dizer isso se uma empresa privada tivesse descoberto o pré-sal. Mas não é o que aconteceu. Foi a Petrobras que o descobriu. Isso só possível graças ao planejamento do Estado e ao investimento da empresa.
O modelo de concessão começou a vigorar em 1997, no governo Fernando Henrique. Antes era só a Petrobras que explorava o petróleo aqui. A confirmação do pré-sal aconteceu em 2006, final do primeiro mandato de Lula. Como estava em vigor o modelo de concessão, eles criam essa nuvem de fumaça.
Os neoliberais dizem que o modelo de concessão atrai maior volume de investimentos e que o Estado brasileiro não tem condições de aportar tais recursos. Se esse argumento procedesse, quem teria feito o poço que descobriu o pré-sal  – ele custou US$ 200 milhões à Petrobras! –, teria sido uma empresa estrangeira a partir da concessão.
O que acontece? Nós fazemos pesquisas para desenvolver tecnologia. Mas a certeza mesmo a gente só tem quando fura a área. E esse furo que levou à descoberta do primeiro poço de pré-sal custou US$ 200 milhões. O Brasil não precisa da concessão para explorar petróleo. Somos referência mundial nessa área.

Viomundo — A exploração do pré-sal polui mais o mar?

João Antonio de Moraes — Não. Alguns até alegam que a exploração em águas mais profundas poderia aumentar o risco de vazamento. Mas até hoje isso não se comprovou.  Nunca se explorou petróleo a tamanha profundidade, a 7 mil metros. É uma tecnologia desenvolvida pelos trabalhadores da Petrobras.

Viomundo — A presidenta Dilma diz que o pré-sal é o nosso passaporte para o  futuro. O que acha?

João Antonio de Moraes — É um bilhete premiado. A partir do pré-sal se criou o Fundo Social Soberano, que nada mais do que uma poupança desse dinheiro que passa a ser investido em áreas sociais do país, como saúde e educação. O Fundo Social Soberano já tem mais de R$ 1 bilhão, proveniente do pré-sal.
Agora, isso só vai ser possível se o Estado mantiver o controle do pré-sal. Leia-se manutenção do modelo de partilha, tendo a Petrobras como única exploradora do petróleo.

Viomundo – E sem o modelo de partilha?

João Antonio de Moraes – A tendência  é acontecer com o petróleo o mesmo que ocorreu com o ouro no Brasil colônia. Num só ano o Brasil produziu em Minas Gerais  três vezes todo o ouro produzido no planeta. Só que foi tudo para a Inglaterra e Portugal.

Viomundo — É como se o Brasil perdesse o seu bilhete premiado?

João Antonio de Moraes — Exatamente. Hoje isso já acontece no Brasil com o ferro, cuja produção é predatória. A gente produz o ferro e importa o aço.  O ideal seria calibrarmos a nossa produção de ferro de acordo com a capacidade da siderúrgica nacional.  E exportar a matéria acabada. Exportar in natura, como faz a Vale, é condenar o país ao subdesenvolvimento. Isso já aconteceu com café, o açúcar…
Portanto, se o país seguir o que diz o Aécio e sinaliza Marina corremos o risco de repetir grave erro do passado. Insisto: a Marina, ao não priorizar o pré-sal, está escamoteando o debate. Na verdade, o que ela está propondo a privatização do pré-sal.

Viomundo – No último final de semana, Vejapublicou matéria sobre a delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. A revista divulgou uma suposta lista de parlamentares que teriam recebido favorecimentos da empresa.  Antes disso, a Petrobras já estava sob ataques. O que acha disso?

João Antonio de Moraes — Eu sou um trabalhador, não tenho procuração para defender os negócios da Petrobras. Eu defendo sempre que tudo seja apurado. Para isso, existem a Polícia Federal, o Ministério Público… Quem apura são esses órgãos e não a CPI, que é um palco político.
Agora, não podemos ser ingênuos. O massacre que a Petrobras vem sofrendo nos últimos tempos não tem o objetivo de corrigir as coisas que possam estar erradas. Os verdadeiros propósitos são outros: o gigantesco interesse econômico em torno do pré-sal e a disputa politico-eleitoral partidária.
Há um movimento orquestrado por interesses privados nacionais e internacionais contra a Petrobras. O raciocínio deles: desmoraliza-se a Petrobras, para aí dizer que ela não pode explorar o pré-sal e tem de se chamar Shell, Esso, Texaco… Isto é, entregar para petroleiras estrangeiras o nosso passaporte para o futuro.

Viomundo – Não houve problemas na Petrobras?

João Antonio de Moraes — Eu não estou dizendo que eventualmente não tenha havido em algum setor.  Pode ter havido, mas que se corrija.
Veja o caso da refinaria de Pasadena, que é uma das bolas da vez. Foi até criada uma CPI para apurar a sua compra. Foi dito que foi uma má aquisição. Só que hoje Pasadena é refinaria mais lucrativa da Petrobras. Será que ela merece todo o achincalhamento a que foi submetida?

Viomundo – E as denúncias envolvendo a refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco?

João Antonio de Moraes – Desde 1997 não se construía uma refinaria no Brasil. A Abreu de Lima foi construída e no Nordeste. Defendemos que as denúncias sejam apuradas e, se comprovadas, os responsáveis punidos. O que não se pode é destruir a Petrobras por causa de malfeitos que alguns possam ter praticado. Puni-la é punir o Brasil. Perde a Petrobras.Perde o Brasil.

Viomundo — Dia 15 haverá o ato de defesa da Petrobras e do pré-sal. As denúncias tirar a força do ato?

João Antonio de Moraes – Pelo contrário. As pessoas que irão sabem o que está por trás do massacre  à Petrobras. Mais um motivo, portanto, para comparecerem.

Viomundo – Finalmente, o que é preciso para o Brasil usar bem o bilhete premiado do pré-sal?

João Antonio de Moraes – Primeiro,  não voltar ao regime de concessão. Nele, insisto, Estado pega o dinheiro e entrega o petróleo. No modelo de partilha, o Estado fica com parte do petróleo e controla a produção.
Segundo, que o dinheiro do pré-sal seja para a saúde e educação, que são graves problemas brasileiros. Petróleo não tem segunda safra. Produziu, acabou. Se não se estruturar o país, o petróleo zera.
Terceiro, é importante que o petróleo seja tratado como algo intergeracional.  Um recurso que entra agora e tem de ser usado para garantir as futuras gerações. Nada melhor para garantir isso do que a estruturação de um bom sistema de ensino para o País.
Um exemplo interessante é a Noruega. Até descobrir o petróleo era um dos países mais pobres da Europa. Hoje, é o país com melhor  IDH [Indice de Desenvolvimento Humano] do mundo. Tudo isso foi feito com o dinheiro do petróleo. Portanto, quem se arriscar a propostas temerárias na área energética vai conduzir o Brasil a uma aventura. Comprometerá não só o presente, mas também o futuro.

do BLOG DE UM SEM-MIDIA

Quando a verdade para no meio do caminho, mentira vira farsa


O Globo publica hoje matéria sobre a investigação realizada pelo TCUsobre o adiantamento de recursos, promovido pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, ao falecido governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Não tenho, claro, elementos para julgar o que se questiona ali, que é a regularidade fiscal da operação.
Mas é estranho que não se fale em quem foi o destinatário final daqueles recursos – a multinacional holandesa Van Oord – e as ligações políticas que se estabelecem entre ela e Eduardo Campos, através de doações vultosas e exclusivas ao PSB, comandado por ele.
Agora, imaginem se esta multinacional, que abiscoitou o contrato de dragagem, suspenso pelo Governo Dilma por conta das evidências de superfaturamento, tivesse doado R$ 4,4 milhões de reais ao PT?
Pois foi exatamente o que ela fez à Direção Nacional do PSB, aliás presidido pelo então Governador de Pernambuco Eduardo Campos.
Note que isso não é uma acusação, mas um fato, comprovável por qualquer um que deseje consultar as prestações de contas eleitorais publicadas na internet pelo TSE na internet ( aqui, para 201o e aqui para 2012).
Estamos falando de doações oficiais, não de dinheiro “por fora” como foi o utilizado na compra do fatídico jatinho PR-AFA que se espatifou em Santos.
E das únicas doações feitas pela multinacional Van Oord a direções partidárias, que as redistribuem entre candidatos a seu critério.
Os leitores de O Globo, certamente, gostariam de saber onde foi parar o dinheiro do contrato contestado pelo TCU. 
E se dele, direta ou indiretamente, sobrevieram vantagens eleitorais. Afinal, o jornal faz isso com todos os outros doadores de campanha que tinham – ou dizem que tinham – contatos com o ex-diretor da Petrobras.
Para no meio do caminho transforma a verdade em farsa, porque parcial e seletivo o trabalho de investigação da imprensa.
Mais ou menos como acontece no caso do avião onde, ao que parece, não existe nenhum jornal interessado em perguntar, mesmo em tese, se dois ou três empresários poderiam ceder um avião, sem qualquer contrato ou documento de propriedade ou desta cessão, muitíssimo acima dos limites fixados na lei eleitoral.
Simples assim, mas muito difícil para a imprensa brasileira.

do Blog O Tijolaço

A verdade brutal é que não existe oposição ao governo Dilma, porque, os planos que essa oposição tem não são exequíveis e levaria o país ao caos social.

A verdade brutal é que não existe oposição ao governo Dilma, porque, os planos que essa oposição tem não são exequíveis e levaria o país ao caos social. 

A oposição e sua chefa a mídia familiar imaginam voltar aos tempos do neoliberalismo e estancar o estado social criado pelo PT, mal sabem eles que ao tentar esse golpe fariam as manifestações de junho de 2013 parecerem "happy hour". 

Diante dessa realidade destruidora pouco ou nada restou a não serem palavras vazias ao vento. 

Aos antipetistas a derrota e o chororô foram tudo que restou. 

Tenho pena dessa gente que vai ter que ver 'tudo isso que está aí' continuar a privilegiar o povo brasileiro. Coitados!

do BLOG DO APOSENTADO INVOCADO

"Meu voto em Dilma"

 

Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato à Presidência da República.



Carta Maior - 14/09/2014


Brasil 247

Em 1988 fui um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira e sempre votei em seus candidatos à presidência. Mas, gradualmente fui me afastando do partido por razões de ordem ideológica, e depois da última eleição presidencial, vendo que o partido havia dado uma forte guinada para a direita, que deixara de ser um partido de centro-esquerda, e que abandonara a perspectiva desenvolvimentista e nacional para se tornar um campeão do liberalismo econômico, desliguei-me dele. Por isso quando hoje perguntam em quem vou votar, a pergunta faz sentido.

Vou votar pela reeleição de Dilma Rousseff, não por que seu governo tenha sido bem sucedido, mas porque é ela quem melhor atende aos critérios que adoto para escolher o candidato. 

São dois esses critérios: quanto o candidato está comprometido com os interesses dos pobres, e quão capaz será ele e os partidos políticos que o apoiam de atender a esses interesses promovendo o desenvolvimento econômico e a diminuição da desigualdade.

Dilma atende ao primeiro critério melhor do que Marina Silva e muito melhor do que Aécio Neves. Isto nos é dito com clareza pelas pesquisas de intenção de voto, onde ela vence na faixa dos salários mais baixos, e reflete a preferência clara pelos pobres que os três governos do PT revelaram. O mesmo se diga em relação ao segundo critério na parte referente à desigualdade. 

O grande avanço social ocorrido nos doze anos de governo do PT tem um valor inestimável.

Já em relação ao desafio do desenvolvimento econômico, o problema é mais complexo. Estou convencido que Dilma conhece melhor do que seus competidores quais os obstáculos maiores que vêm impedindo a retomada do desenvolvimento econômico desde que, em 1994, a alta inflação inercial foi superada. 

Os resultados econômicos no seu governo não foram bons, mas isto se deveu menos a suas fraquezas e erros, e, mais, ao fato que não teve as condições necessárias de enfrentar a falha de mercado estrutural que está apreciando cronicamente a taxa de câmbio e desligando as empresas competentes do país de seu mercado, e, assim, , está condenando a economia brasileira à quase-estagnação. 

Desde 1990-91 , ao se realizar a abertura comercial, os economistas brasileiros (inclusive eu, naquele momento) não estávamos nos dando conta que o imposto sobre exportações de commodities denominado “confisco cambial” – essencial para a neutralização da doença holandesa – estava sendo extinto. Em consequência, as empresas industriais brasileiras passavam a ter uma desvantagem (custo maior) para exportar de cerca de 25% em relação às empresas de outros países por razão exclusivamente cambial, e uma desvantagem desse valor menos a tarifa de importação (hoje, em média, de 12%) para concorrer no mercado interno com as empresas que para aqui exportam.

A esta causa estrutural de apreciação cambial (a não-neutralização da doença holandesa [*]) devem ser adicionadas duas políticas equivocadas normalmente adotadas pelos países em desenvolvimento. 

A política de crescimento com poupança externa (de déficit em conta-corrente) e a política de âncora cambial para controlar a inflação apreciam o câmbio no longo prazo. Elas são responsáveis por cerca de mais 10 pontos percentuais de apreciação da taxa de câmbio que devem ser somados aos 25% acima referidos. 

Logo, a desvantagem total das empresas brasileiras em relação às empresas de outros países que exportam para os mesmos mercados que nós é, em média, de 35% ( 25% 10%), e a desvantagem total em relação às empresas estrangeiras que exportam para o mercado brasileiro é de 23% (35% - 12%). 

Estas duas desvantagens desaparecem nos momentos de crise financeira, que, mais cedo ou mais tarde, decorrem necessariamente dessa sobreapreciação.

Quando digo que a presidente não teve “condições”, estou dizendo que ela não teve poder suficiente eliminar essa desvantagem competitiva de longo prazo. Ela tentou: iniciou o governo fazendo um ajuste fiscal, reduzindo os juros, e promovendo uma depreciação real de cerca de 20%. Mas ela recebeu do governo anterior, marcado pelo populismo cambial, uma taxa de câmbio brutalmente apreciada, de R$ 1,90 por dólar, a preços de hoje. Por isso, a elevação da taxa de câmbio para cerca de R$ 2,28 por dólar não foi suficiente para torná-la competitiva.

A taxa de câmbio que torna competitivas as empresas competentes existentes no Brasil (que denomino “de equilíbrio industrial”) deve estar em torno de R$ 3,00 por dólar. Em consequência desse fato e da retração da economia mundial, a depreciação não foi suficiente para levar as empresas a voltar a investir; foi, porém, suficiente para aumentar um pouco a inflação. 

Diante desses dois resultados negativos, os economistas do mercado financeiro e a mídia liberal gritaram, mostraram erros do governo (como o controle dos preços da eletricidade e do petróleo e a “aritmética criativa” para aumentar o superávit primário) e assim, sob forte pressão e preocupada em não ser reeleita, a presidente foi obrigada a recuar.

Mas não terão os outros dois candidatos mais importantes condições de fazer o que Dilma não fez? 

Estou convencido que não. 

Não apenas porque eles também não terão poder para enfrentar os interesses de curto prazo dos que rejeitam a depreciação cambial porque não querem ver seus salários e demais rendimentos diminuam e a inflação aumente, ainda que temporariamente. 

Também porque seus economistas não reconhecem o problema da doença holandesa e não são críticos das duas políticas acima referidas. Supõem, equivocadamente, que a grande sobreapreciação cambial existente no país é um problema de curto prazo, de “volatilidade cambial”. Basta ler seus programas de governo.

Terá a presidente poder suficiente para mudar esse quadro caso reeleita? É duvidoso. Ela não enfrenta apenas a oposição liberal e colonial, que é incapaz de criticar a ortodoxia liberal e não vê os conflitos entre os interesses do Brasil e a dos países ricos. 

A presidente enfrenta também a incompetência da grande maioria dos economistas brasileiros, que, apegados a seus livros-texto convencionais, não compreendem hoje a tese central da macroeconomia novo-desenvolvimentista (a tendência à sobreapreciação cíclica e crônica da taxa de câmbio) como não entendiam entre 1981 e 1994 a teoria da inflação inercial. Naquele tempo havia apenas oito (sim, oito) economistas que entendiam a inflação inercial. Quantos entenderão hoje os economistas que compreendem porque, deixada livre, a taxa de câmbio tende a ser sobreapreciada no longo prazo, só se depreciando bruscamente nos momentos de crise de balanço de pagamentos?

Voto pela reeleição da presidente, mas já deve estar ficando claro que não estou otimista em relação ao futuro do Brasil. Quando as elites brasileiras não conseguem sequer identificar o fato novo (mas que já tem 23 anos) que impede que o Brasil volte a crescer de maneira satisfatória desde 1990-91, como podemos pensar em retomar o desenvolvimento econômico? 
A esquerda associada ao PT está muda, perplexa; a direita liberal supõe que basta fazer um ajuste fiscal para resolver o problema. Embora um ajuste fiscal forte seja essencial para a política novo-desenvolvimentista de colocar os preços macroeconômicos no lugar certo, apenas esse ajuste não basta. Será necessário também baixar o nível da taxa de juros e depreciar a taxa de câmbio para que a taxa de lucro se torne satisfatória e as empresas voltem a investir. Só assim a economia brasileira deixará de estar a serviço de rentistas e financistas, como está há muito tempo, e os interesses dos empresários ou do setor produtivo da economia voltem a coincidir razoavelmente com os interesses dos trabalhadores.

A presidente tem uma famosa dificuldade de ouvir os outros, mas é dotada de coragem, determinação, espírito republicano e se orienta por um padrão moral elevado. Conta, ao seu lado, com alguns políticos de boa qualidade. Ela foi derrotada no primeiro round, mas, quem sabe, vencerá o segundo?


[*] Nota da Redação:
"Em economia, doença holandesa (do inglês Dutch disease) refere-se à relação entre a exportação de recursos naturais e o declínio do setor manufatureiro. A abundância de recursos naturais gera vantagens comparativas para o país que os possui, levando-o a se especializar na produção desses bens e a não se industrializar ou mesmo a se desindustrializar - o que, a longo prazo, inibe o processo de desenvolvimento econômico.
A expressão "doença holandesa" foi inspirada em eventos dos anos 1960, quando uma escalada dos preços do gás teve como consequência um aumento substancial das receitas de exportação dos Países Baixos e a valorização do florim (moeda da época). A valorização cambial acabou por derrubar as exportações dos demais produtos holandeses, cujos preços se tornaram menos competitivos internacionalmente, na década seguinte." (Fonte: Wikipédia, verbete "Doença holandesa)




do Blog ContrapontoPIG

Assim como Dilma, Nobel de economia é contra a independência do Banco Central


O economista e ganhador do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, que já foi presidente do Banco Mundial, fez uma análise fundamental sobre um tema que está bastante presente nas manchetes dos jornais do Brasil ultimamente: a autonomia do Banco Central. “Não existem instituições totalmente independentes. Todas as instituições públicas respondem a alguém, a única questão é saber a quem”, explicou. 

Trocando em miúdos, o Banco Central sempre vai responder a alguém, a questão é saber se responderá aos interesses do povo ou aos interesses do mercado financeiro. 

Para Stiglitz, a autonomia completa do Banco Central é superestimada: “Na melhor das hipóteses, essa posição é questionável. Na crise, os países com bancos centrais menos independentes como China, Índia e Brasil fizeram muito, mas muito melhor mesmo do que países com bancos centrais mais independentes, caso da Europa e dos Estados Unidos”. As declarações foram feitas em uma palestra na sede do Banco Central da Índia(link is external). 

Na campanha para as eleições presidenciais deste ano, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) têm se posicionado a favor da autonomia institucionalizada do Banco Central, ou seja, por meio de uma lei específica. Isso quer dizer que o presidente da principal autoridade monetária do nosso país não seria mais escolhido pelo presidente da República, representante direto do povo, e o cargo mais alto no BC ficaria nas mãos de técnicos, que não têm compromisso com o projeto politico escolhido pela população e que vão controlar as taxas de juro, crédito e geração de empregos. Isso pode encarecer os financiamentos, gerar desemprego e diminuir o crédito, com a justificativa de conter a inflação, por exemplo – um pensamento característico dos neoliberalistas.

Já a presidenta Dilma Rouseff mantém a sua posição de defender a autonomia operacional do Banco Central, como aconteceu no governo Lula e como tem sido no seu. Isso quer dizer que o BC pode decidir internamente quais medidas tomar para atingir as metas estabelecidas pelo governo. 

No entanto, gerar um descompasso entre quem cuida da política monetária do país e quem gere a política financeira, atribuição do governo federal, poderia trazer consequências catastróficas aos brasileiros.

Nós, que conquistamos as oportunidades oferecidas por Lula e Dilma, não queremos voltar ao passado. 

O mundo inteiro já enxerga o que os candidatos de oposição fingem não ver. 

A política econômica que Lula e Dilma estruturaram no Brasil nos últimos anos permitiu que sentíssemos menos os efeitos da crise econômica pela qual ainda passa o mundo todo. 

Enquanto 60 milhões de pessoas perderam seus empregos e grandes potências mundiais arrocharam salários e cortaram direitos sociais, o Brasil continua gerando emprego e renda e promovendo inclusão social a milhões de brasileiros. 

Apesar dos números serem claros, tem gente por aí tentando disseminar o terror econômico, dizendo que o país não cresce - sem explicar o contexto atual da economia do mundo - e colar o monstro da inflação descontrolada na presidenta Dilma. 

Mas o resto do mundo todo reconhece nosso sucesso e os brasileiros também vão reconhecer e votar por continuar as mudanças positivas no Brasil, com a reeleição de Dilma Rousseff.

do Blog JANELA DO ABELHA

Verissimo explica por que não vota em Marina


"Para o escritor Luis Fernando Verissimo, Marina Silva, candidata do PSB, dificilmente chegará à presidência da República por ser muito contraditória; de qualquer forma, diz que não dará seu voto à candidata “mais revolucionaria destas eleições, que ao mesmo tempo é a mais conservadora”; ele condena suas posições contra a liberação do aborto e a pesquisa com células-tronco; afirma que a oposição à última questão, ‘que pode levar à cura de várias doenças hoje mortais é criminosa’; o escritor gaúcho afirma que irá votar "com o coração", ou seja, em defesa da saúde e contra Marina

Brasil 247

O escritor Luis Fernando Verissimo declarou, em artigo publicado neste domingo, por que não votará em Marina Silva, do PSB.
  
Ainda que não acredite em suas chances de chegar à Presidência do Brasil por “todas as suas contradições”, explica que prefere seguir o voto do seu coração.

Veríssimo condena as posições da candidata “mais revolucionaria destas eleições, que ao mesmo tempo é a mais conservadora”, especialmente em relação ao aborto e às pesquisas com células-tronco.

“É impossível saber quantas mulheres já morreram em abortos clandestinos por culpa direta da proibição do uso de preservativos pelo Vaticano, por exemplo”, cita. “Mas a oposição à pesquisa com células-tronco que pode levar à cura de várias doenças hoje mortais não é brincadeira. É criminosa”, conclui.

Verissimo diz que irá votar "com seu coração", ou seja, contra Marina. "Acho a Marina uma mulher extraordinária. Mas, como alguém que está na fila para receber os eventuais benefícios de pesquisas com células-tronco, voto no meu coração."


do BLOG DE UM SEM-MIDIA

NO PRIMEIRO TURNO,DILMA SERÁ CONSAGRADA A NOSSA PRESIDENTA!


Não vai ter segundo turno a presidenta Dilma vencerá já em 5 de outubro. Faremos uma grande festa. E dia 1º de janeiro de 2015 vai ser uma consagração. 

A mídia familiar chora desesperada.




Postado por Helio Borba