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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

DESCULPEM O TRANSTORNO, FOLHA DE SÃO PAULO TRABALHANDO PARA O PSDB. É DE CHORAR!


Candidatos usam mensalão e Maluf para atacar Haddad; Serra e Russomanno são poupados

Janaina Garcia e Julianna Granjeia
Do UOL, em São Paulo


No primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, nesta quinta-feira (2), promovido pela TV Bandeirantes, a aposta pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), foi obrigado a responder sobre o escândalo do mensalão e sobre o apoio do ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP) em duas de três abordagens realizadas durante o embate.
A abordagem sobre o mensalão -- revelado em 2005 e o maior escândalo do primeiro mandato de Lula –aconteceu no mesmo dia em que os 38 réus do processo começaram a ser julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Enquanto Haddad foi bombardeado pelo tema, José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB), tecnicamente empatados na última pesquisa Datafolha, praticamente não foram confrontados por seus oponentes.

Por outro lado, a corrupção foi tema também entre os candidatos em críticas diretas à gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), aliado de Serra, ao citarem o ex-diretor do Aprov, Hussain Aref Saab, acusado de cobrar propina para liberação de grandes empreendimentos na cidade.

Aliança com Maluf


A aliança com o PP do ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf e o escândalo do mensalão atribuído a nomes e aliados do PT dominaram as abordagens ao candidato petista à prefeitura paulistana.
A aliança com Maluf, controversa entre petistas e aliados –como a deputada federal Luiza Erundina (PSB), que desistiu de ser vice de Haddad --, foi tema do segundo ao quarto bloco do debate, quando Soninha Francine (PPS) indagou se Celso Russomanno (PRB), ex-correligionário de Maluf, cederia tempo de TV em troca do apoio do ex-prefeito. “De jeito nenhum”, respondeu.
Haddad foi indagado sobre o apoio malufista já na primeira questão, no segundo bloco –o primeiro, de embates diretos entre os candidatos --, indagado pelo candidato do PSOL, Carlos Gaiannazi. Dissidente do PT, Giannazi também citou o escândalo do mensalão, cujo julgamento começou nessa quinta pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
“Maluf é procurado pela Interpol, e seu partido [PT] está envolvido pelo grande escândalo do mensalão”, citou Giannazi a Haddad, que não polemizou. “Alianças você faz com partidos políticos. Eu tenho uma história, tenho 30 anos de USP, como aluno e professor, fiz direito, economia e filosofia e dou aula de ética --é um tema que me é muito caro”, definiu. Sobre o mensalão, resumiu que tem “11 anos de experiência na administração pública” e nunca foi citado em escândalos de corrupção.
Novamente indagado sobre o apoio de Maluf e o mensalão –no terceiro bloco, e pelo jornalista Rafael Colombo, da rádio Bandeirantes –, Haddad voltou a citar a experiência de 11 anos  na vida pública, a despeito de ser estreante em disputa eleitoral.

do blog do APOSENTADO INVOCADO 1

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